É notória a parceria histórica entre estes dois países em comercio exterior iniciada em meados do século passado.
As relações com a Bolívia são prioritárias para o Brasil, abrangendo iniciativas em áreas como cooperação energética, cooperação fronteiriça e combate a ilícitos transnacionais, bem como a articulação em foros regionais e globais.
O Brasil confere importância geoestratégica às relações com a Bolívia, país com o qual o compartilha sua maior fronteira (3.423 km) e a condição de país amazônico e platino.
A cooperação energética tem grande importância para os dois países, constituindo insumo para a política energética brasileira e fonte de renda para a Bolívia. A parceria energética foi consolidada com a assinatura, em 1958, das “Notas Reversais de Roboré” – que suscitaram, pela primeira vez, o tema da compra de gás boliviano e da construção de um gasoduto.
Em 1972, com o Acordo de Cooperação e Complementação Industrial, estabeleceu-se a compra pelo Brasil de gás natural boliviano e projetos voltados para o fortalecimento da economia da Bolívia. No final da década de 1980, o interesse brasileiro no gás boliviano foi retomado e imprimiu-se sentido de permanência e cooperação na parceria energética.
Em 1999, as negociações culminaram na implantação do Gasoduto Bolívia-Brasil, que tem importante papel no aprofundamento das relações bilaterais e na criação de oportunidades de inserção econômica da Bolívia no MERCOSUL.
As relações comerciais entre Brasil e Bolívia têm se fortalecido ao longo dos anos, refletindo a importância estratégica dessa parceria para ambos os países. O comércio entre as nações é pautado, em grande parte, pela exportação de energia e recursos naturais, produtos industriais e agropecuários.
Exportações e Importações:
- Brasil: exporta principalmente produtos industrializados, como veículos e máquinas, além de produtos agropecuários, como soja e carne.
- Bolívia: destaca-se na exportação de gás natural, que é essencial para o abastecimento energético do Brasil, além de minerais e produtos agropecuários, como quinoa e soja.
Benefícios e Desafios:
- Benefícios: essa relação proporciona acesso a recursos energéticos críticos para o Brasil e uma demanda estável para produtos industrializados brasileiros. Para a Bolívia, o comércio com o Brasil é uma fonte vital de receitas e investimento.
- Desafios: questões logísticas e infraestruturais ainda representam obstáculos significativos, além de barreiras tarifárias e regulamentações que podem dificultar o fluxo comercial.
Acordos Comerciais: ambos os países fazem parte do Mercosul, que facilita a redução de barreiras tarifárias e promove a integração econômica na região. A cooperação bilateral também é fortalecida por acordos específicos de energia e infraestrutura.
Perspectivas Futuras: há um potencial significativo para expansão da cooperação em áreas como tecnologia, inovação e serviços. A sustentabilidade e o comércio de produtos ecológicos também são áreas emergentes de interesse.
Essas dinâmicas comerciais não só impactam as economias de Brasil e Bolívia, mas também contribuem para a estabilidade e desenvolvimento econômico da América do Sul como um todo.